Seguindo a orientação do Ministério da Educação e Cultura (MEC), o Centro Integrado de Educação Especial (Cies), está passando por mudanças, deixando de ser uma escola, para ter um caráter exclusivo de centro de apoio pedagógico e inclusão escolar de crianças com deficiência.De acordo com a gerente de Educação Especial da Seduc, Viviane Fernandes, a Secretaria Estadual de Educação e Cultura do Piauí (Seduc) já garantiu a autonomia necessária para que o Cies funcione como um centro de apoio pedagógico, prestando atendimento educacional especializado para crianças com deficiência mental.A gerente acrescenta que com a orientação do MEC, as escolas especiais, como era o caso do Cies, serão substituídas pelos centros de apoio, uma vez que o novo modelo garante a inclusão de toda e qualquer pessoa com ou sem deficiência no ensino regular. “A alteração é mais um avanço na vida da pessoa com deficiência. É mais um avanço para o nosso Centro que visa, acima de tudo, a inclusão no ensino regular, a sociabilização das nossas crianças e a melhoria da qualidade de convivência para elas”, conclui.Viviane Fernandes, falou que na prática, o novo conceito facilita o trabalho dos profissionais e permite oferecer um atendimento de melhor qualidade aos educandos, e faz com que a fila de espera de alunos que precisam de atendimento ande mais rapidamente. “Com o novo modelo, nós, professores, como toda a equipe, vamos ter mais tempo para realizar os estudos de casos individuais dos educandos. Pois não é mais necessária a vinda dos alunos diariamente ao Centro, apenas duas ou três vezes na semana dependendo de cada caso”, esclarece Viviane.O que é o CiesO Cies surgiu com uma proposta pedagógica sugerida pelos novos moldes para a educação especial, que é a flexibilidade do ensino em conjunto com o atendimento terapêutico, que são os atendimentos interdisciplinar e multidisciplinar. E agora, essa proposta poderá ser melhorada, ampliando, inclusive a capacidade de atendimento.Os tipos de atendimento vêm possibilitando a liberdade de trabalhar individualmente as necessidades específicas de cada aluno. E além do atendimento pedagógico individual, executa o terapêutico, com o acompanhamento psicológico, fonoaudiológico, fisioterapêutico, o de assistência social, dentre outros, dependendo da necessidade do aluno, sempre em conjunto.“Os chamados estudos de casos são de fundamental importância nesse processo, pois todos os atendimentos com todos os profissionais aos quais a criança se submete, vão trabalhar em conjunto tentando encontrar melhores formas de avanços para a mesma. É o que vai garantir um melhor desenvolvimento do aluno”, finaliza a gerente. quinta-feira, 23 de abril de 2009
Cies adota novo modelo para maior inclusão de crianças com deficiência
Seguindo a orientação do Ministério da Educação e Cultura (MEC), o Centro Integrado de Educação Especial (Cies), está passando por mudanças, deixando de ser uma escola, para ter um caráter exclusivo de centro de apoio pedagógico e inclusão escolar de crianças com deficiência.De acordo com a gerente de Educação Especial da Seduc, Viviane Fernandes, a Secretaria Estadual de Educação e Cultura do Piauí (Seduc) já garantiu a autonomia necessária para que o Cies funcione como um centro de apoio pedagógico, prestando atendimento educacional especializado para crianças com deficiência mental.A gerente acrescenta que com a orientação do MEC, as escolas especiais, como era o caso do Cies, serão substituídas pelos centros de apoio, uma vez que o novo modelo garante a inclusão de toda e qualquer pessoa com ou sem deficiência no ensino regular. “A alteração é mais um avanço na vida da pessoa com deficiência. É mais um avanço para o nosso Centro que visa, acima de tudo, a inclusão no ensino regular, a sociabilização das nossas crianças e a melhoria da qualidade de convivência para elas”, conclui.Viviane Fernandes, falou que na prática, o novo conceito facilita o trabalho dos profissionais e permite oferecer um atendimento de melhor qualidade aos educandos, e faz com que a fila de espera de alunos que precisam de atendimento ande mais rapidamente. “Com o novo modelo, nós, professores, como toda a equipe, vamos ter mais tempo para realizar os estudos de casos individuais dos educandos. Pois não é mais necessária a vinda dos alunos diariamente ao Centro, apenas duas ou três vezes na semana dependendo de cada caso”, esclarece Viviane.O que é o CiesO Cies surgiu com uma proposta pedagógica sugerida pelos novos moldes para a educação especial, que é a flexibilidade do ensino em conjunto com o atendimento terapêutico, que são os atendimentos interdisciplinar e multidisciplinar. E agora, essa proposta poderá ser melhorada, ampliando, inclusive a capacidade de atendimento.Os tipos de atendimento vêm possibilitando a liberdade de trabalhar individualmente as necessidades específicas de cada aluno. E além do atendimento pedagógico individual, executa o terapêutico, com o acompanhamento psicológico, fonoaudiológico, fisioterapêutico, o de assistência social, dentre outros, dependendo da necessidade do aluno, sempre em conjunto.“Os chamados estudos de casos são de fundamental importância nesse processo, pois todos os atendimentos com todos os profissionais aos quais a criança se submete, vão trabalhar em conjunto tentando encontrar melhores formas de avanços para a mesma. É o que vai garantir um melhor desenvolvimento do aluno”, finaliza a gerente. O Crescimento da Educação Inclusiva
As matrículas da educação especial nas classes comuns do ensino regular cresceram significativamente. O índice, registrado pelo Censo Escolar da Educação Básica de 2008, passou de 46,8% do total de alunos com deficiências matriculados em 2007 para 54% no ano passado. Atualmente as classes comuns possuem 375.772 estudantes com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.Esse crescimento só foi possível porque o Ministério da Educação (MEC) implantou programas educacionais como o Educação Inclusiva: Direito à Diversidade. O objetivo do programa é estimular a formação de gestores e educadores para a criação de sistemas educacionais especiais que permitam a inclusão de alunos com deficiência.“O avanço no censo é reflexo de investimentos nas escolas públicas e na educação inclusiva feitos desde 2003”, conta a coordenadora geral de articulação da política de inclusão no sistema de ensino, Martinha Clarete.Além da elaboração do projeto, o MEC ofereceu também apoio técnico e financeiro para permitir o desenvolvimento de programas de implantação de salas de recursos multifuncionais, adequação de prédios escolares para a acessibilidade, formação continuada de professores da educação especial e do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) nas escolas.“O acesso é importante, mas disponibilizar recursos didáticos, pedagógicos e de acessibilidade é um compromisso do MEC com os sistemas de ensino”, acredita Martinha Clarete. “Nosso objetivo é possibilitar melhores condições de participação e aprendizagem para todos”, completa a coordenadora, reforçando que todas as iniciativas estão previstas no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).Em 2008 foi lançada e aprovada, por meio de emenda constitucional, a política nacional de educação especial com perspectivas da educação inclusiva. Segundo a convenção da Organização das Nações Unidas (ONU), devem ser assegurados sistemas educacionais inclusivos em todos os níveis com atendimento educacional especializado no país. “A educação inclusiva no Brasil é resultado de um trabalho persistente e coletivo em conjunto com gestores, educadores, pesquisadores, pais e militantes dos movimentos sociais de defesa dos direitos das pessoas com deficiência”, afirma Martinha Clarete.“Os gestores públicos podem solicitar, por meio do PDE, os recursos para profissionalizar o quadro de professores”, adianta a coordenadora.Livro digital acessívelAs ações para inclusão desses alunos não param por aí. Além da qualificação dos professores, os espaços físicos das escolas também foram adaptados com recursos multifuncionais, como salas de jogos, softwares para alunos com paralisia cerebral, computadores com voz, impressoras em braile e móveis especiais.“O material didático adaptado é acessível e possibilita a inclusão completa”, reforça a coordenadora Martinha Clarete.Outro programa que o MEC está implementando é o livro digital acessível. O projeto foi desenvolvido pela Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ) e financiado pelo MEC. “O livro digital será um marco na produção editorial do Brasil”, comemora Martinha Clarete. “Todos os livros didáticos distribuídos pelo MEC serão produzidos neste formato”, acrescenta.No ano passado, 1.750 laptops com sintetizador de voz foram distribuídos para cegos que cursam o ensino médio e são cadastrados no censo.“A intenção do governo é continuar avançando para permitir que mais estudantes com deficiências em classes comuns sejam inseridos na educação especial”, completa Martinha ClareteFonte: http://www.deficiente.com.br/
quarta-feira, 22 de abril de 2009
A História do Autismo
«O nome autismo foi adotado pelo psiquiatra Eugen Bleuler em 1911 para descrever um dos sintomas da esquizofrenia. Este rótulo veio da palavra grega "Autos" que quer dizer "próprio". No começo dos anos 40, Leo Kanner e Hans Asperger, foram pioneiros no estudo do autismo. Eles usavam os termos "autismo" e "autista" (independente de cada um) e assim esta designação nasceu. Kranner e Asperger adotaram este nome para descrever o que estavam pesquisando. Antes dessas pesquisas os autistas eram taxados de retardados mentais, loucos ou com distúrbios emocionais. Enquanto Kanner usava este termo para traduzir o autismo clássico, Asperger descrevia indivíduos mais capacitados e inteligentes. Muito depois Dr. Lorna Wing do Reino Unido adotou o termo Síndrome de Asperger para definir autistas com mais capacidades. Alguns médicos usam o termo clássico Kranner para descrever autistas clássicos.
Depois deste descobrimento, pais começaram a ser observados e psicólogos Freudianos adotaram a teoria que crianças com autismo tinham algum problema com os pais principalmente a mãe e por isso não progrediam. O pioneiro a adotar este termo foi Bruno Bettelheim, um húngaro que imigrou para os Estados Unidos no final dos anos 40 e se tornou o diretor da Escola "Sonia Shankman Orthogenic School" em Chicago, reinvidicou que a causa do autismo eram "As mães geladeiras": mães frias, sem sentimentos que levavam os seus filhos a um isolamento mental. Suas teorias foram aceitas internacionalmente por mais de duas décadas. Bruno Bettelheim cometeu suicídio aos 86 anos de idade acredita-se pelo fato dele ter começado a perder sua credibilidade. Foi descoberto depois que a experiência de Bettelheim foi exagerada ou sem comprovações, e que ele não tinha as qualificações necessárias para dirigir uma escola ou elaborar teorias sobre a causa do autismo. Ele também foi acusado de maus tratos a seus pacientes (pessoas com desabilidade, a maioria autista).Nos anos 60, profissionais começaram a contestar a opinião de Bettlheim um deles foi Dr.Eric Schopler, mas foi em 1964 que Bernard Rimland, psicólogo e pai de um autista escreveu "Infantile Autism: The Syndrome and Its Implications for a Neural Theory of Behavior". Neste livro, Rimland argumenta que o autismo é uma desordem biológica e não uma doença emocional. Este livro mudou a maneira de compreender o autismo e teve um grande impacto nos futuros tratamentos para pessoas autistas. Com isso a teoria de Bettleheim perdeu a credibilidade.»
fonte: autimismo.com.br
Depois deste descobrimento, pais começaram a ser observados e psicólogos Freudianos adotaram a teoria que crianças com autismo tinham algum problema com os pais principalmente a mãe e por isso não progrediam. O pioneiro a adotar este termo foi Bruno Bettelheim, um húngaro que imigrou para os Estados Unidos no final dos anos 40 e se tornou o diretor da Escola "Sonia Shankman Orthogenic School" em Chicago, reinvidicou que a causa do autismo eram "As mães geladeiras": mães frias, sem sentimentos que levavam os seus filhos a um isolamento mental. Suas teorias foram aceitas internacionalmente por mais de duas décadas. Bruno Bettelheim cometeu suicídio aos 86 anos de idade acredita-se pelo fato dele ter começado a perder sua credibilidade. Foi descoberto depois que a experiência de Bettelheim foi exagerada ou sem comprovações, e que ele não tinha as qualificações necessárias para dirigir uma escola ou elaborar teorias sobre a causa do autismo. Ele também foi acusado de maus tratos a seus pacientes (pessoas com desabilidade, a maioria autista).Nos anos 60, profissionais começaram a contestar a opinião de Bettlheim um deles foi Dr.Eric Schopler, mas foi em 1964 que Bernard Rimland, psicólogo e pai de um autista escreveu "Infantile Autism: The Syndrome and Its Implications for a Neural Theory of Behavior". Neste livro, Rimland argumenta que o autismo é uma desordem biológica e não uma doença emocional. Este livro mudou a maneira de compreender o autismo e teve um grande impacto nos futuros tratamentos para pessoas autistas. Com isso a teoria de Bettleheim perdeu a credibilidade.»
fonte: autimismo.com.br
Alunos cegos ainda enfrentam dificuldades nas escolas

Apesar de considerar que o sistema braille já está universalizado no país, Regina Caldeira, da Comissão Brasileira do Braille e da Comissão Latino-Americana para Difusão do Braille, alerta que a aceitação obrigatória de crianças cegas nas escolas não é suficiente. Para ela, é preciso que o deficiente visual seja tratado dentro das mesmas condições que o aluno que enxerga – com livros transcritos, equipamentos adaptados e professores devidamente orientados.
Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, Regina lembrou o bicentenário de aniversário de Louis Braille, criador do sistema. Quase 200 anos após o surgimento do braille, ela avaliou que o mercado brasileiro de publicações parece não estar preparado para atender a demanda de livros transcritos.
O caminho a ser percorrido pelas editoras, segundo Regina, é longo. Ela mesma considera a transcrição de livros para o braille uma tarefa difícil – além dos caracteres, é preciso trabalhar todas as vantagens disponíveis na leitura e na escrita visual, que incluem ilustrações, gráficos, mapas e simbologias.
“É um pouco mais demorado que a produção de livros comuns. Isso faz com que nem sempre a criança cega que está na escola tenha o livro a tempo como as crianças que enxergam. Se não houver tudo isso, de nada adianta ela estar na escola”, afirmou.
Questionada sobre as tecnologias à disposição do sistema braille, ela avaliou que o avanço tecnológivo existe, apesar de não chegar a todos. Atualmente, os livros são produzidos por meio de impressoras automatizadas capazes de reduzir o tempo gasto na produção da publicação.
Em relação a facilidades como a utilização de programas de computadores desenvolvidos para pessoas cegas, Regina destacou que os instrumentos servem apenas para auxiliar ou complementar a educação, mas que não devem substituir os livros transcritos – da mesma forma como não o fazem no caso de pessoas que enxergam.
“Ao utilizar o computador, a pessoa cega vai simplesmente ouvir e, portanto, o braille continua sendo indispensável. Ele permite esse contato com a escrita e com a leitura, que contribui para a formação intelectual de qualquer ser humano”, disse.
Regina, como deficiente visual, atesta que o aprendizado do braille não é difícil e que, até 1825, quando Louis Braille apresentou a primeira versão do sistema, várias outras tentativas já haviam sido feitas. Por meio do braille, a pessoa cega consegue reconhecer o caractere tocando-o apenas uma vez – baseada na combinação de seis pontos que permitem a composição de todas as letras do alfabeto, de números, de sinais de pontuação e de acentuação gráfica.“Passados mais de 180 anos, o braille continua atendendo plenamente as necessidades de escrita e leitura das pessoas cegas”, afirmou
Desde o dia 4 de janeiro deste ano – aniversário de nascimento de Louis Braille – esta sendo vendido nas agências dos Correios um selo comemorativo do bicentenário do criador do sistema. No Congresso Nacional, um projeto que tramita no Senado prevê a criação do Dia Nacional do Braille, a ser comemorado em 8 de abril. Há planos ainda para que seja realizada uma semana nacional em comemoração à data, marcada para o mês de agosto, com o objetivo de instruir professores, pais e alunos.
Fonte: Agência Brasil
Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, Regina lembrou o bicentenário de aniversário de Louis Braille, criador do sistema. Quase 200 anos após o surgimento do braille, ela avaliou que o mercado brasileiro de publicações parece não estar preparado para atender a demanda de livros transcritos.
O caminho a ser percorrido pelas editoras, segundo Regina, é longo. Ela mesma considera a transcrição de livros para o braille uma tarefa difícil – além dos caracteres, é preciso trabalhar todas as vantagens disponíveis na leitura e na escrita visual, que incluem ilustrações, gráficos, mapas e simbologias.
“É um pouco mais demorado que a produção de livros comuns. Isso faz com que nem sempre a criança cega que está na escola tenha o livro a tempo como as crianças que enxergam. Se não houver tudo isso, de nada adianta ela estar na escola”, afirmou.
Questionada sobre as tecnologias à disposição do sistema braille, ela avaliou que o avanço tecnológivo existe, apesar de não chegar a todos. Atualmente, os livros são produzidos por meio de impressoras automatizadas capazes de reduzir o tempo gasto na produção da publicação.
Em relação a facilidades como a utilização de programas de computadores desenvolvidos para pessoas cegas, Regina destacou que os instrumentos servem apenas para auxiliar ou complementar a educação, mas que não devem substituir os livros transcritos – da mesma forma como não o fazem no caso de pessoas que enxergam.
“Ao utilizar o computador, a pessoa cega vai simplesmente ouvir e, portanto, o braille continua sendo indispensável. Ele permite esse contato com a escrita e com a leitura, que contribui para a formação intelectual de qualquer ser humano”, disse.
Regina, como deficiente visual, atesta que o aprendizado do braille não é difícil e que, até 1825, quando Louis Braille apresentou a primeira versão do sistema, várias outras tentativas já haviam sido feitas. Por meio do braille, a pessoa cega consegue reconhecer o caractere tocando-o apenas uma vez – baseada na combinação de seis pontos que permitem a composição de todas as letras do alfabeto, de números, de sinais de pontuação e de acentuação gráfica.“Passados mais de 180 anos, o braille continua atendendo plenamente as necessidades de escrita e leitura das pessoas cegas”, afirmou
Desde o dia 4 de janeiro deste ano – aniversário de nascimento de Louis Braille – esta sendo vendido nas agências dos Correios um selo comemorativo do bicentenário do criador do sistema. No Congresso Nacional, um projeto que tramita no Senado prevê a criação do Dia Nacional do Braille, a ser comemorado em 8 de abril. Há planos ainda para que seja realizada uma semana nacional em comemoração à data, marcada para o mês de agosto, com o objetivo de instruir professores, pais e alunos.
Fonte: Agência Brasil
Crianças especiais têm dificuldade para ser adotadas
Felipe* tem pouco mais de uma semana de vida e foi entregue por sua mãe à adoção assim que nasceu. Uma família, que já havia solicitado junto à 1ª Vara da Infância e da Juventude, está na fila para adotá-lo.Diferente do recém-nascido, outras crianças – algumas já estão na fase da adolescência – que vivem em orfanatos como o Lar da Criança Maria João de Deus, mantido pelo Governo do Estado, não conseguem uma nova família. Além de já não serem mais bebês, a maioria desses órfãos possui algum tipo de deficiência
“Depois que cheguei aqui [há cinco anos] já houve casos de adoção de crianças especiais, mas a procura é bem menor. Tem a questão das dificuldades, do cuidado. Requer um cuidado muito maior, uma estabilidade econômica. Tem que ter essa disponibilidade, esse amor incondicional, que qualquer criança exige, mas uma especial, eu acho que necessita ainda mais”, disse a coordenadora do Lar da Criança, Socorro Solano.
No Lar, que abriga meninos e meninas de 0 a 12 anos e tem capacidade para até 60 crianças, existem atualmente 45. Destas, 10 podem ser adotadas – 8 possuem algum tipo de deficiência e 2, recém-nascidas, estão em processo de adoção. Aquelas que têm deficiência e não são adotadas, continuam no lar, mesmo depois dos 12 anos.
Outras 35 estão no abrigo por ter sofrido algum tipo de violência e, enquanto não termina o processo na Justiça que vai determinar se voltarão ou não à família biológica, permanecem na casa mantida pelo estProcura é maior que a disponibilidade – Na avaliação da defensora pública e coordenadora da 1ª Vara da Infância e da Juventude, Daniela Bona, a procura por crianças para adoção em Teresina ainda é menor que a disponibilidade. No entanto, aquelas que estão em idade mais avançada também têm dificuldade de obter um novo lar. “Normalmente as crianças que estão disponíveis já estão numa faixa etária elevada e não há tanto interesse. As pessoas que procuram o juizado preferem crianças recém nascidas, ou até no máximo um ano, um ano e meio. Quanto mais vai demorando a disponibilidade da criança, o casal vai deixando de ter o interesse, em virtude da idade já avançada”, explicou.
Procedimentos para adotar uma criança – A coordenadora da 1ª Vara da Infância e da Juventude, Daniela Bona, explica que há duas situações diferentes para se adotar uma criança. “Se já existe essa criança, seja no lar, ou uma criança que foi deixada na porta da casa, a primeira providência é ir a uma delegacia registrar um boletim de ocorrência. Depois vem até o juizado para pegar toda a documentação necessária para formalizar o processo de adoção”, esclareceu a defensora pública.
Aqueles que ainda não estão com a criança, devem providenciar a inscrição na lista de espera do juizado. “Vem aqui no juizado para dar entrada no processo de inscrição, fala das características que deseja, se do sexo feminino ou masculino, a faixa etária, e fica aguardando o surgimento dessa criança. Porque tanto tem o cadastro das pessoas que querem adotar, quanto das crianças que estão aptas a serem adotadas”, acrescentou Daniela Bona, informando que em 2007, 37 pessoas ou casais se inscreveram na lista, número que se repetiu no ano seguinte.
Processo demorado – No ano de 2008, a 1ª Vara da Infância e da Juventude julgou 51 processos de adoção. A coordenadora explicou que o tempo médio para o término dos processos de adoção varia entre 6 e 8 meses.
“Tem todo um procedimento a ser seguido. Sempre tem a entrevista com o casal ou a pessoa que está requerendo a adoção. Tem a visita na residência para verificar o ambiente. Se o casal tem filhos biológicos, dependendo da idade do filho, a equipe também escuta o menor. Se a pessoa que vai requerer for solteira, normalmente, procura-se uma familiar para se, porventura, essa pessoa faleça ou seja acometida de alguma doença, esse familiar se responsabilize por aquela criança”, destacou Daniela Bona.
(*Felipe é um nome fictício, a fim de preservar a identidade da criança)
Outras 35 estão no abrigo por ter sofrido algum tipo de violência e, enquanto não termina o processo na Justiça que vai determinar se voltarão ou não à família biológica, permanecem na casa mantida pelo estProcura é maior que a disponibilidade – Na avaliação da defensora pública e coordenadora da 1ª Vara da Infância e da Juventude, Daniela Bona, a procura por crianças para adoção em Teresina ainda é menor que a disponibilidade. No entanto, aquelas que estão em idade mais avançada também têm dificuldade de obter um novo lar. “Normalmente as crianças que estão disponíveis já estão numa faixa etária elevada e não há tanto interesse. As pessoas que procuram o juizado preferem crianças recém nascidas, ou até no máximo um ano, um ano e meio. Quanto mais vai demorando a disponibilidade da criança, o casal vai deixando de ter o interesse, em virtude da idade já avançada”, explicou.
Procedimentos para adotar uma criança – A coordenadora da 1ª Vara da Infância e da Juventude, Daniela Bona, explica que há duas situações diferentes para se adotar uma criança. “Se já existe essa criança, seja no lar, ou uma criança que foi deixada na porta da casa, a primeira providência é ir a uma delegacia registrar um boletim de ocorrência. Depois vem até o juizado para pegar toda a documentação necessária para formalizar o processo de adoção”, esclareceu a defensora pública.
Aqueles que ainda não estão com a criança, devem providenciar a inscrição na lista de espera do juizado. “Vem aqui no juizado para dar entrada no processo de inscrição, fala das características que deseja, se do sexo feminino ou masculino, a faixa etária, e fica aguardando o surgimento dessa criança. Porque tanto tem o cadastro das pessoas que querem adotar, quanto das crianças que estão aptas a serem adotadas”, acrescentou Daniela Bona, informando que em 2007, 37 pessoas ou casais se inscreveram na lista, número que se repetiu no ano seguinte.
Processo demorado – No ano de 2008, a 1ª Vara da Infância e da Juventude julgou 51 processos de adoção. A coordenadora explicou que o tempo médio para o término dos processos de adoção varia entre 6 e 8 meses.
“Tem todo um procedimento a ser seguido. Sempre tem a entrevista com o casal ou a pessoa que está requerendo a adoção. Tem a visita na residência para verificar o ambiente. Se o casal tem filhos biológicos, dependendo da idade do filho, a equipe também escuta o menor. Se a pessoa que vai requerer for solteira, normalmente, procura-se uma familiar para se, porventura, essa pessoa faleça ou seja acometida de alguma doença, esse familiar se responsabilize por aquela criança”, destacou Daniela Bona.
(*Felipe é um nome fictício, a fim de preservar a identidade da criança)
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Comunicação Assistiva
A inclusão social ainda é uma questão problemática no Brasil. Uma de suas propostas é inserir crianças surdas e cegas em escolas regulares, para que eles não tenham convivência apenas com outras crianças deficientes e para que os próprios colegas aprendam a respeitar as diferenças. Porém, o problema é que estas crianças necessitam de um cuidado especial, pois não se comunicam como as outras. Seria necessário um intérprete (com domínio da Língua Brasileira de Sinais – Libras – para os surdos e Braille para os cegos) dentro da sala de aula para traduzir em tempo real o que a professora ensina.Essa é uma questão que aos poucos vai virando realidade. E uma das iniciativas que ajudaram a fortalecer esse discurso de inclusão de cegos e surdos foi a criação do Curso Superior de Tecnologia em Comunicação Assistiva da PUC de Minas Gerais, em 2005. O objetivo dessa graduação é formar profissionais capazes de traduzir e interpretar de Libras e Braille para a Língua Portuguesa, e vice-versa.
O Curso
Durante o curso, quem tem em média 2 anos e meio de duração, o estudante aprende o alfabeto de ambas as línguas e a lidar com softwares específicos para deficientes visuais e surdos. Além disso, algumas disciplinas como Identidade e Cultura da Comunidade Surda, Linguagem Corporal, Fundamentos da Educação das Pessoas Surdas, Escrita e Cálculo no sistema Braille, além das atividades de Práticas de Libras e Braille.
Mercado de Trabalho
O profissional de Comunicação Assistiva pode atuar em escolas, instituições públicas e privadas, universidades, empresas, redes de televisão, agências de comunicação e congressos, entre outros. Este tecnólogo pode também desenvolver pesquisas que promovam o avanço do conhecimento sobre Libras e Braille.
Instituições de Ensino
A Comunicação Assistiva (que também pode ser chamada de Tradução e Interpretação de Língua Brasileira de Sinais) é conhecida como uma “comunicação especial”, que promove o acesso de pessoas com deficiência à educação e à cultura. Atualmente, somente duas instituições de ensino superior no Brasil oferecem o Curso Superior de Tecnologia em Comunicação Assistiva, a já citada PUC-MG e a UNESA - Universidade Estácio de Sá (RJ).
• Região Sudeste
Minas Gerais: PUC-MG (Belo Horizonte)
.Rio de Janeiro: UNESA (Rio de Janeiro).
Inserção de estudantes com deficiência na escola
Há menos de dez anos, se os pais de uma criança com deficiência tentassem matricular o filho em uma escola comum, além de receber um não, provavelmente, voltariam para casa convencidos de que a tentativa tinha sido irresponsável - ou mesmo absurda. Em 1998, a presença dessas crianças - à época chamadas de portadoras de necessidades especiais - era praticamente restrita às escolas de ensino especial. Estas concentravam exatos 99,2% do total de matrículas, segundo o Censo Escolar daquele ano.Os tempos são outros, para alívio dos pais de Tamires dos Santos, de 9 anos, e da própria menina, que não é segregada por ser diferente de outras crianças. Ela, que possui deficiência física decorrente de paralisia cerebral, sempre freqüentou escolas regulares. Seu caso é um exemplo de que o tratamento em relação à deficiência mudou. Hoje, garotas como Tamires são chamadas simplesmente de crianças com deficiência - termo cada vez mais presente em escolas de todo o país, assim como uma nova palavra adicionada ao vocabulário do sistema de ensino: inclusão. Prova disso é o Censo Escolar de 2006, que mostra a queda de matrículas na rede de ensino especial: 53,5%.Os números impressionam e confirmam que a inclusão é uma tendência que se consolida em nosso país. Algo assumido como meta pelo Ministério da Educação (MEC), que tem realizado programas de capacitação com enfoque inclusivo para professores e gestores educacionais. A adoção da política não é acaso. O MEC vem respondendo a uma demanda da própria sociedade.Histórias como as de Ariel Figueiredo, de 20 anos, ajudaram o Estado e as escolas a perceber que o sistema de ensino precisava mudar para ter condições de oferecer educação de qualidade para toda e qualquer criança, independentemente de suas dificuldades. Maria Helena Figueiredo, mãe de Ariel, matriculou o filho, que possui síndrome de Down, em uma escola para crianças com deficiência mental quando ele tinha 1 ano. Ali, Ariel permaneceu até os 7. "Foi importante, pois ele recebeu todo o atendimento necessário para a fase de estimulação precoce," afirma. "Mas chegou um momento em que percebi que a rotina dele era muito limitada. Ele nem havia começado a ser alfabetizado." Maria Helena passou a procurar escolas em Campinas (SP), onde vivem, e precisou ser persistente até encontrar uma que o aceitasse. A experiência na nova escola durou apenas três anos, pois os professores mostraram-se despreparados para lidar com ele. O garoto, então, passou a estudar na escola Curumim, conhecida por incluir crianças com deficiência. "Não havia paternalismo, apenas um olhar diferente para as necessidades dele." Ariel acompanhou a mesma turma até a oitava série, que concluiu aos 17 anos. "Eu mantinha contato com outras crianças com Down e notava uma diferença muito grande no desenvolvimento do Ariel." Depois, passou a freqüentar o ensino médio em um curso supletivo. A escolha deveu-se à dificuldade com matérias da área de exatas. No curso, ele faz uma disciplina por vez, o que garante tempo para dedicar-se ao teatro, que é sua grande paixão."A inclusão que praticamos dá resultado, pois nossa metodologia de ensino valoriza a diversidade," afirma a diretora da Curumim, Gláucia Ferreira. Entre os 380 estudantes matriculados na escola, alguns deles superdotados, há 40 alunos com deficiência. A escola limita a participação de crianças com deficiência a dois alunos por sala, sendo que cada classe possui, no máximo, 25 pessoas. Caso matriculasse todas as crianças que procuram a escola, a Curumim passaria a atuar como especializada, tamanha a procura por vagas. "Isso demonstra a vontade dos pais em incluir seus filhos no sistema regular", afirma Glaúcia. "A inexperiência das escolas dificulta o processo de inclusão."A inclusão vem aumentando a cada ano, mas o país ainda perde alunos no decorrer do processo de ensino. O Brasil possui 466.155 alunos com deficiência no ensino fundamental (primeira a oitava série). No ensino médio, o número cai para 14.150. Cerca de 97% dos alunos deficientes desistem de estudar. A evasão é uma marca do ensino brasileiro como um todo, embora o índice de abandono geral seja menos escandaloso: cerca de 74% dos estudantes deixam a escola a partir da oitava série. "As causas da evasão escolar de alunos com e sem deficiência são complexas", afirma a secretária de educação especial do MEC, Cláudia Dutra. "Fatores de ordem cultural, social e econômica contribuem para o fracasso e a evasão escolar, assim como as questões relacionadas a mitos e preconceitos." Tais fatores costumam resultar de falta de conhecimento: não apenas de professores, como dos próprios pais. "Crianças deixam de estudar por absoluta falta de informação da família", afirma a assistente social Vera Pereira. Ela é responsável pelo atendimento da Associação Laramara, referência no trabalho com deficientes visuais, e acredita que a inclusão é uma questão de atitude que deve começar em casa, com a família acreditando no potencial da criança. "Família protetora não acredita em inclusão. Ora responsabiliza os professores ora a escola, que não tem recursos ou não oferece segurança.
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